Como plantar Maracujá

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imagescapcf51nO maracujá é uma planta de clima tropical com ampla distribuição geográfica. A cultura do maracujá está em franca expansão tanto para a produção de frutas para consumo “in natura” como para a produção de suco. O Brasil é o primeiro produtor mundial de maracujá.

Recomendaçôes Técnicas:

Clima e Solo

O maracujazeiro pode ser cultivado na maioria das regiões tropicais e subtropicais. Os solos mais indicados são os arenosos ou levemente argilosos, profundos e bem drenados.

Variedades

A espécie mais cultivada é o maracujá amarelo. O maracujá roxo é mais indicado para locais de alta altitude e climas mais frios.

Propagação

A propagação geralmente é feita através de sementes. As sementes podem secar no interior dos frutos ou serem colhidas e colocadas em um recipiente de vidro ou louça para fermentar. O fruticultor deve retirar sementes de vários frutos colhidos em diferentes plantas e não de muitos frutos de poucas plantas.

Poda

Cerca de 15 dias após o plantio inicia-se a operação de poda, eliminando-se todos os brotos laterais, deixando apenas o ramo mais vigoroso, que será conduzido por um tutor até o final do arame. No período de entressafra deve ser feita uma poda de limpeza, retirando-se todos os ramos secos e/ou doentes, proporcionando melhor arejamento à folhagem do maracujazeiro e diminuição do risco de contaminação das novas brotações.

Solo, Calagem e Adubação

O solo deve ser profundo, arenoso ou levemente arenoso e bem drenado, pois, o encharcamento favorece a ocorrência de doenças do sistema radicular. Após a escolha da área, devem ser feitas amostragens do solo para análise química.

A adubação orgânica é uma prática importante para manter o solo produtivo. Vale lembrar que o sucesso da adubação depende tanto da quantidade adequada aplicada, quanto da época e localização do corretivo e dos fertilizantes.

Custos de Produção e Análise de Rentabilidade

Produção Nacional

  • Produção Nacional: 

Fonte: IBGE – Produção Agrícola Municipal, 2008. Consultado em 05/01/2010.

  • Evolução da Produção do Maracujá Amarelo nas Mesorregiões do Estado da Bahia: 

FONTE: IBGE – Produção Agrícola Municipal, 2004

  • Evolução da Área Plantada do Maracujá Amarelo nas Mesorregiões do Estado da Bahia:

FONTE: IBGE – Produção Agrícola Municipal, 2004

  • Evolução da Produtividade do Maracujá Amarelo nas Mesorregiões do Estado da Bahia:

FONTE: IBGE – Produção Agrícola Municipal, 2004

  • Evolução da Produção, Área Plantada e Produtividade do Maracujá Amarelo na Região Semi-árida do Brasil:

FONTE: IBGE – Produção Agrícola Municipal, 2004

  • Evolução da Produção, Área Plantada e Produtividade do Maracujá Amarelo nas Mesorregiões do Estado de São Paulo:

FONTE: IBGE – Produção Agrícola Municipal, 1995-2004

  • Evolução da Produção, Área Plantada e Produtividade do Maracujá Amarelo nas Mesorregiões do Estado de Minas Gerais: 

FONTE: IBGE – Produção Agrícola Municipal, 1995-2004

  • Evolução da Produção, Área Plantada e Produtividade do Maracujá Amarelo nas Microrregiões do Estado de Sergipe:

FONTE: IBGE – Produção Agrícola Municipal, 1995-2004

  • Evolução da Produção, Área Plantada e Produtividade do Maracujá Amarelo nos Estados do Brasil:

 

FONTE: IBGE – Produção Agrícola Municipal, 1995-2004

 

Controle de Plantas Daninhas

Para o controle de plantas daninhas na cultura do maracujazeiro existem poucos estudos a respeito, apesar de sua grande importância.

A capina através de implementos mecânicos, próxima à planta (menos de 1 m de distância), não é recomendável em função dos danos que traz às raízes, uma vez que estas se concentram na sua maioria de 15 a 45 cm de distância do caule. O uso de herbicidas é bastante válido para o controle.

A melhor prática tem sido a eliminação das plantas daninhas nas linhas de plantio com o uso de capinas com enxada e roçadeira.

Insetos-Pragas do Maracujazeiro e Controle

Lagartas desfolhadorasDione juno juno - tem coloração escura, corpo recoberto por “espinhos”. Na fase adulta, são borboletas alaranjadas com as margens das asas pretas.

Agraulis vanillae vanillae – na fase adulta é uma borboleta que apresenta coloração alaranjada com diversas manchas negras espalhadas nas asas, as quais apresentam faixas negras nos bordos, especialmente nas asas posteriores.

Os ovos de ambas as pragas, inicialmente amarelos, mudam de coloração com o passar do tempo. Tornam-se avermelhados e, próximo da eclosão das lagartas, assumem uma tonalidade castanha.

Controle – em áreas pequenas, recomenda-se a catação e destruição dos ovos e lagartas. Em áreas extensas, recomenda-se a utilização de um inseticida biológico à base de Bacillus thuringiensis na dosagem de 100g/100 1 (300 a 600 1/ha de calda), em aplicações semanais. Outros inseticidas como fenthion, trichlorfon, carbaryl, malation, diazinon e acefato também têm sido indicados.

Broca da haste ou broca do maracujazeiro – O adulto é um besouro com manchas amareladas no dorso. As larvas são brancas, sem pernas e medem aproximadamente 5mm de comprimento. Quando atinge a fase adulta, o inseto sai do ramo através de um pequeno orifício circular. Quando o ataque se dá na haste principal, os danos são mais severos, podendo causar a morte da planta.

Controle - através de vistorias periódicas. Recomenda-se a poda e queima dos ramos afetados. Na haste principal, pode ser utilizado fosfeto de alumínio (pasta).

Percevejos – os percevejos sugam a seiva de todas as partes da planta, ocasionando a queda de botões florais e frutos novos e o murchamento de frutos mais desenvolvidos.

Controle – os produtos indicados para o controle de lagartas, com exceção do inseticida biológico, podem ser utilizados contra os percevejos.

Lagartas de teia – apresenta um comportamento de dobrar a folha da planta, ficando protegido. Apesar de ser um inseto desfolhador, os prejuízos acarretados por essa praga são principalmente devido a um líquido esverdeado expelido pelas lagartas, que parece ter efeito tóxico sobre as folhas e ramos novos. A estação chuvosa (abril a junho) é a época de maior ataque.

Controle – inspeção periódica na plantação. Evitar aplicações frequentes de produtos químicos não seletivos, que eliminam seus inimigos naturais.

Moscas-das-frutas – os adultos apresentam colorido predominantemente amarelo com duas manchas da mesma cor nas asas. Os principais danos causados são decorrentes da ovipozição em frutos ainda verdes, provocando o seu murchamento antes de atingir a maturação. As larvas podem destruir a polpa dos frutos.

Controle - a catação e enterrio de frutos atacados, plantio em área distante de cafezal são medidas auxiliares para a redução da população das moscas-das-frutas. Recomenda-se a utilização de iscas envenenadas, compostas por 5 kg de melaço ou açúcar mascavo ou 500 ml de proteína hidrolizada, inseticida e 100 1 de água. Devem ser aplicadas de 15 em 15 dias, apenas de um lado das plantas (1m). Os inseticidas que podem ser utilizados são trichlorfon, malathion, fenthion e diazinon.

Pulgões - são insetos de aparência delicada, medindo aproximadamente 2 mm. A importância do seu ataque está relacionada à transmissão de uma doença – vírus do endurecimento dos frutos do maracujazeiro.

Controle – devem ser erradicadas tão logo seja constatada sua presença. Deve-se também evitar o plantio de plantas hospedeiras dos pulgões (pepino, melancia, abóbora, melão, ervilha e tomate) nas imediações do pomar.

Abelhas arapuá e melífera - a arapuá é uma abelha de coloração preta, que ataca as flores novas podendo provocar queda das mesmas.

Controle – destruição dos ninhos ou a utilização de iscas envenenadas, já referidas para moscas-das-frutas, no controle dessa praga.

Besouro das flores - mede cerca de 11 mm de comprimento e 6 mm de largura, cabeça escura, asas brilhantes claras e de coloração palha. Ataca folhas novas e flores, prejudicando a produção.

Controle – inseticidas relacionadas para as lagartas, excetuando-se o Bacillus thuringiensis.

Além dos insetos, os ácaros podem também causar sérios prejuízos à cultura do maracujá: ácaro branco, ácaro plano e ácaros vermelhos. Para o controle racional desses ácaros o produtor deve inspecionar periodicamente o pomar, vistoriar as culturas vizinhas bem como as ervas daninhas. Realizar o tratamento com o uso de acaricida específico e escolher um produto que apresente maior seletividade e curta duração residual, evitando os resíduos tóxicos nos frutos.

Doenças do Maracujazeiro

O maracujazeiro pode ser atacado por fungos, virus e bactérias.

Doenças: Tombamento, mela ou “damping off”, Antracnose, Verrugose ou Cladesporiose, Bacteriose, Definhamento precoce, Podridão do colo e Murcha ou Fusariose.

Tombamento, mela ou “damping off” – caracteriza-se por uma lesão no colo da plantinha, provocando seu tombamento e morte.

Controle - manejo adequado da sementeira ou usando pentacloro nitrobenzeno para Rhizoctonia, benomil para Fusarium e fosetyl-Al para Phytophthora.

Antracnose – ataca as folhas causando manchas pequenas, a princípio claras, circulares, rodeadas por bordos verde-escuros que mais tarde podem coalescer tornando-se pardo-avermelhadas. Os ramos apresentam manchas alongadas que se transformam em cancros.

Controle – pode ser feito pela aplicação de produtos à base de oxicloreto de cobre + mancozeb, chlorotalonil ou benomil.

Verrugose ou Cladesporiose – Caracteriza-se por manchas circulares, inicialmente de aspecto translúcido, cobrindo-se posteriormente por um tecido corticoso, áspero, saliente, de cor parda. Dão ao fruto um aspecto deformado e nas folhas o limbo foliar torna-se completamente enrugado. Os sintomas aparecem também em ramos, gavinhas e pecíolos.

Controle – cobertura com caldas fungicidas destacando-se os produtos à base de cobre, com periodicidade semanal sob chuvas e quinzenalmente em períodos de umidade e chuvas esparsas. Não se recomenda o controle dos frutos quando o destino dos mesmos é para a industrialização do suco pois a doença não atinge a polpa.

Bacteriose – doença de estação chuvosa e quente, às vezes semelhante à antracnose, diferenciando-se por apresentar inicialmente pequenas manchas aquosas nas superfícies dos tecidos das folhas e frutos em qualquer fase do seu desenvolvimento.

Controle – o mesmo esquema de controle recomendado para a verrugose.

Definhamento precoce – caracteriza-se pela desfolha da parte aérea, resultante da presença nas hastes principais de áreas com pequenas manchas de coloração amarelada que coalescem, secam, formando grandes áreas descoloridas ou de cor parda-avermelhada que com a continuação destroem o tecido cortical externo, provocando o secamento das hastes e a morte das plantas.

Controle – produtos a base de ditiocarbamatos. Entretanto, devem ser observadas as condições de cultivo da plantação e corrigir os tratos culturais que possam estar contribuindo para o desenvolvimento do mal.

Podridão do colo – manchas escurecidas e úmidas que depois apodrecem lesionando inclusive o cilindro central do caule. A lesão pode se desenvolver para cima ou para as raízes. As folhas tornam-se murchas, amareladas e quando a lesão envolve totalmente o diâmetro do caule a planta morre.

Controle – não plantar em solos compactados, não usar grade, evitar ferimentos nas operações da capina, retirar as lesões iniciais, raspar a área afetada e aplicar pasta bordaleza, no momento do plantio, mergulhar as raízes até 20 cm acima do colo, em uma solução de metalaxil (200 g/100 1 água); no caso de aparecimento de plantas doentes, principalmente nos períodos de altas temperaturas e umidade quando ocorre maior disseminação da doença, proceder a erradiação das plantas e sua imediata destruição pelo fogo.

Murcha ou Fusariose – ataca os vasos lenhosos a partir das raízes causando murcha generalizada e morte rápida das plantas. A murcha se inicia pelas extremidades do ramo e neste momento, antes da generalização da murcha, as raízes já se encontram apodrecidas.

Medidas preventivas - escolha de terrenos bem drenados em locais altos e que não contenham restos de mata ou capoeira, evitar frequentes gradagens em áreas com focos descobertos, eliminação de plantas atacadas e destruição das mesmas na cova (não retirar do local). Localizado o foco, erradicar até três plantas sadias em volta das plantas afetadas, etc.

Colheita e Rendimento

O período de colheita, varia de 6 a 9 meses. Plantios efetuados nos meses mais próximos do verão, permitem início de colheita mais precoce (6 meses). O maracujazeiro tem longo período de safra. Os frutos de maracujá amarelo quando maduros caem ao chão, deste modo o ponto de colheita é determinado pela coleta dos frutos.

O rendimento da cultura depende de fatores como clima, solo, espaçamento, tratos culturais, adubação e controle fitossanitário.

Fonte: Embrapa

3 Comentários

  1. geraldo says:

    eu vou trabalhar o maracujá porque,onde eu moro ela se dá muito bem!!!!

  2. cleidiane says:

    porque da amarelan nas folhas do maracuja

  3. joao ovidio says:

    gostei muito do artigo.
    è técnico e COM dicas valiosas.
    Exelenre.
    Grato.
    JoÕ oVIDIO