Como Cultivar Abacaxi – Embrapa

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Importância do Produto

Originário do Brasil, o abacaxizeiro (Ananas comosus L. Merril) é uma planta de clima tropical, monocotiledônea, herbácea e perene da família Bromeliácea, com caule (talo) curto e grosso, ao redor do qual crescem folhas estreitas, compridas e resistentes, quase sempre margeadas por espinhos e dispostas em rosetas. A planta adulta, das variedades comerciais, tem de 1 a 1,20m de altura e 1 a 1,5m de diâmetro. No caule insere-se o pedúnculo que sustenta a inflorescência e depois o fruto. Cada planta produz um único fruto saboroso e de aroma intenso. O fruto é utilizado tanto para o consumo in natura quanto na industrialização, em diferentes formas: pedaços em calda, suco, pedaços cristalizados, geléias, licor, vinho, vinagre e aguardente. Como subproduto desse processo industrial pode-se obter ainda: álcool, ácidos cítrico, málico e ascórbico; rações para animais e a bromelina. A bromelina é uma substância de alto valor medicinal, trata-se de uma enzima muito utilizada como digestivo e anti-inflamatório. Na culinária, o suco de abacaxi é utilizado para o amaciamento de carnes. Além disso, os frutos do abacaxi são ótimas fontes de cálcio, vitaminas A, B e C.

O Brasil, segundo dados da FAO, em 2001 foi o terceiro maior produtor de abacaxi do mundo (atras da Tailândia e Filipinas). De acordo com o IBGE, a produção nacional neste ano foi de 1,43 bilhões de frutos em 62.597 hectares, o que correspondeu a cerca de 690 milhões de reais em receitas. Os Estados de Minas Gerais, Paraíba e Pará foram os maiores produtores nacionais. Em Rondônia, no mesmo ano, a área plantada no Estado foi de 245 ha, com uma produtividade de 18.686 frutos/ha e uma produção de 4.578.000 frutos. As principais regiões produtoras são: Pimenta Bueno, Porto Velho, Rio Crespo e Alto Paraíso, respectivamente (Tabela 1).

 

Tabela 1. Área plantada, produção e receita da cultura do abacaxi, no Brasil, em Rondônia e nos principais municípios do Estado no ano de 2001.

Localidade

 

 

 

Área

(ha)

 

 

 

Produção

(1.000 frutos)

 

 

 

Produtividade

(frutos/ha)

 

 

 

Receita

(R$)

 

 

 

Brasil

 

 

 

62.597

 

 

 

1.430.018

 

 

 

22.845

 

 

 

690.356.000,00

 

 

 

Rondônia

 

 

 

245

 

 

 

4.578

 

 

 

18.686

 

 

 

2.288.000,00

 

 

 

Pimenta Bueno

 

 

 

78

 

 

 

1.950

 

 

 

25.000

 

 

 

975.000,00

 

 

 

Porto Velho

 

 

 

45

 

 

 

1.109

 

 

 

24.644

 

 

 

555.000,00

 

 

 

Rio Crespo

 

 

 

25

 

 

 

300

 

 

 

12.000

 

 

 

149.000,00

 

 

 

Alto Paraíso

 

 

 

20

 

 

 

300

 

 

 

15.000

 

 

 

149.000,00

 

 

 

Fonte: IBGE (2001).

 

 Aspectos Climáticos

Os principais municípios produtores de abacaxi em Rondônia se caracterizam por apresentar clima tropical, úmido e quente, com classificação de Köppen tipo Aw. Apresenta um período seco bem definido durante a estação de inverno, quando ocorrem precipitações inferiores a 50 mm/mês, nestes meses, junho, julho e agosto a média de precipitação é inferior a 20mm /mês. A média anual de precipitação varia de 1.400 a 2.500 mm/ano, e a média anual da temperatura do ar fica entre 24° e 26° , com temperaturas máximas entre 24° C e 26° C e mínimas entre 17° e 23° C. A média anual de umidade relativa do ar varia de 80% a 90% no verão, e em torno de 75%, no outono inverno.

 

 Aspectos Edáficos


Os solos em Rondônia se caracterizam em: 58% Latossolos (sendo vermelho-amarelo 26%, Amarelos 16% e Vermelho, também 16%); 12% Argissolo (Podzólico, Terra Roxa, Alissolo, Nitossolo e Luvissolo), 11% Neossolos (Solos litólicos, Areias Quartzosas, Regossolos e Solos Aluviais), 10% Cambissolo, 9% Gleissolo.

As áreas cultivadas com abacaxi são predominantemente de solos do tipo Latossolo, que apresentam como características serem: profundos, bem drenados e geralmente ácidos. Apresentam fertilidade natural baixa, havendo necessidade de correção e adubação.

 
Clima

A temperatura ideal para se produzir frutos de boa qualidade está entre 21° e 23°C, sendo que temperaturas acima de 40°C e abaixo de 5°C causam sérios problemas na planta. A planta é exigente em luz, necessitando de 2.500 a 3.000 horas de luz por ano, ou seja 6,8 a 8,2 horas de luz diária e precisa de 1.200 a 1500mm de chuva bem distribuída durante o ano. Em locais com períodos secos prolongados, recomenda-se o uso de irrigação. A umidade do ar de 70% ou superior é o ideal para a cultura. 

Solos

Os solos para plantio do abacaxi devem ser de textura média ou arenosa, bem drenados, de preferência planos ou com pouca declividade, profundidade do lençol freático superior a 90 cm e pH na faixa de 4,5 as 5,5. Os solos não podem estar sujeitos ao encharcamento. Solos argilosos também podem ser utilizados desde que apresentem boa aeração e drenagem.

Preparo do Solo

O preparo do solo deve ser no sistema convencional uma aração e duas gradagens. Deve-se evitar solos que tenham sido plantados com abacaxi na última safra. Não sendo possível, deve se fazer a incorporação do material ao solo, ou em áreas com histórico de alta incidência de pragas e doenças, faz-se a queima dos restos vegetais.

Correção da Acidez

Apesar do abacaxizeiro ser conhecido como planta resistente à acidez do solo, recomenda-se a calagem com o intuito de fornecer principalmente o magnésio, nutriente importante para o desenvolvimento da planta. A quantidade de calcário deve ser recomendada de acordo com a análise do solo, tomando-se o cuidado de não se elevar o pH do solo a valores superiores à faixa ideal da cultura (4,5 a 5,5), pois, isso acarretaria a redução da disponibilidade de certos nutrientes à cultura e favoreceria o desenvolvimento de fungos prejudiciais ao abacaxizeiro como os fungos do gênero Phytophthora. Recomenda-se realizar a calagem com cerca de 30 a 90 dias de antecedência ao plantio.

Época do Plantio

Em culturas de sequeiro, recomenda-se realizar o plantio no final da estação seca e início da estação chuvosa. Em culturas irrigadas, o plantio pode ser realizado durante o ano todo.
 

Cultivares (variedades)


Na escolha da variedade deve-se levar em conta o destino da produção (consumo “in natura” ou indústria). As cultivares mais conhecidas no Brasil são: Pérola ou Branco de Pernambuco, Smooth Cayenne, Perolera e Primavera. Entretanto, a cultivar mais plantada em Rondônia é a Quinari.

1 – Smooth Cayenne: É a cultivar mais plantada no mundo, correspondendo a 70% da produção mundial, conhecida também por abacaxi havaiano. É uma planta robusta, de porte semi-ereto e folhas praticamente sem espinhos. O fruto tem formato cilíndrico, com peso entre 1,5 e 2 quilos, apresenta coroa relativamente, pequena, casca de cor amarelo-alaranjada e polpa amarela, firme, rica em açucares, e de acidez elevada. É adequada para industrialização e consumo in natura. Mostra-se susceptível à murcha, associada à cochonilha e à fusariose. Produz pequena quantidade de mudas do tipo filhote e rebentões freqüentes.

2 – Pérola: Também conhecida, como Pernambuco ou Branca de Pernambuco. Caracteriza-se por apresentar plantas eretas, folhas longas providas de espinhos, pedúnculos longos, numerosos filhotes e poucos rebentões. O fruto é cônico com casca amarelada, polpa branca, pouco ácida, suculenta, saborosa, peso médio entre 1 e 1,5 kg e apresenta coroa grande. Suscetível à fusariose e à cochonilha, porem menos que a Smooth Cayenne.

3 – Perolera: A planta caracteriza-se por apresentar altura em torno de 51 cm, folhas verdes claras, sem espinhos, com uma faixa prateada bem visível pedúnculo longo, grande produção de filhotes e pouca produção de rebentões. O fruto é cilíndrico com peso médio de 1,8 kg, casca e polpa amarela. É resistente à fusariose.

4 – Primavera: A planta apresenta porte semi-ereto, folhas de cor verde-clara, sem espinhos nos bordos, produz em média oito filhotes e um rebentão. O fruto apresenta tamanho médio, forma cilíndrica, casca amarela quando maduro, polpa branca e peso em torno de 1,5 kg, com sabor agradável. É resistente a fusariose.

5 – Quinari: Cultivar muito parecida com a variedade “Pérola”, apresenta porte ereto, altura da planta (solo até a base do fruto) de 50,6 cm, comprimento do pedúnculo de 35,0 cm, folhas de cor verde, com espinhos nos bordos, curtas ( comprimento de 83,4 cm), produz em média 12 filhotes e nenhum rebentão precoce. Apresenta fruto cilíndrico, com frutilhos pequenos, peso médio sem coroa de 1,7 kg, casca e polpa amarelas quando maduro, apresenta sabor agradável para consumo “in natura”, com alto teor de sólidos solúveis totais (13,4°Brix) e média acidez total titulável (10,1 ml NaOH 0,1 N/10 ml suco). Possui coroa pequena (17,7 cm de comprimento). Apresenta tolerância à cochonilha do abacaxi (Dysmicoccus brevipes) e suscetibilidade a fungos causadores de podridões no fruto e ao ataque do percevejo do abacaxi (Thiastocotis laetus).
 

Produção de Mudas

Para aumentar as chances de êxito na exploração comercial de abacaxi é fundamental o uso de material propagativo de alta qualidade. Para se obter mudas de boa qualidade, estas devem ser retiradas de plantas sadias, livres de ataques de pragas e doenças, vigorosas, devendo-se descartar rigorosamente, aquelas que apresentarem sinais de goma ou resina. Para implantação da cultura pode-se utilizar vários tipos de mudas (figura 1).

 abacaxiteste

Figura 1 – Tipos de mudas convencionais do abacaxizeiro.

 

A – Coroa. Muda pouco utilizada, pois, permanece no fruto, quando vendido nos mercados de frutas frescas. É menos vigorosa, apresenta ciclo mais longo (em comparação às mudas do tipo rebentão e filhote). Plantios com este tipo de muda, originam plantas de porte e desenvolvimento mais uniformes.

B – Filhote. Muda de vigor e ciclo intermediários, menos uniformes que as coroas e mais que os rebentões, de fácil colheita e abundante na variedade Pérola.

C – Rebentão. Muda de maior vigor, ciclo mais curto, de colheita mais difícil, origina lavouras com menor uniformidade em tamanho e peso. Tem baixa disponibilidade na variedade Pérola e grande na variedade Smooth Cayenne.

D – Filhote-rebentão. Muda muito pouco utilizada, pois, é de difícil produção. Apresenta características intermediárias entre filhote e rebentão.

Além destes tipos citados existem outras formas de se produzir mudas de abacaxi, como as mudas produzidas por seccionamento do caule e as produzidas in vitro. Porém estes tipos são geralmente mais caros e dependem da existência de produtores de mudas especializados na região, sendo portanto recomendados em plantios com alto nível tecnológico. No Brasil os tipos mais utilizados são filhotes e rebentões. Em Rondônia o tipo de muda mais utilizado é o filhote.

 

MANEJO CONVENCIONAL DAS MUDAS

Compreende as etapas de ceva, colheita, cura, seleção e tratamento fitossanitário.

A – Ceva. Após a colheita dos frutos deve-se manter as mudas ligadas à planta mãe até que estas alcancem o tamanho adequado para o plantio, ou seja de 30 a 45 cm. Este período varia de 1 a 6 meses, sendo menor nos filhotes e maior nos rebentões. Neste período, visando melhorar o vigor e o estado fitossanitário das mudas, pode-se continuar usando a irrigação, pulverização para controle de ácaros e cochonilhas e adubação suplementar, via pulverização foliar, com uréia a 3% e cloreto de potássio a 2%.

B – Colheita. É feita quando a maioria das mudas atingirem o porte satisfatório. Nesta operação é recomendado se descartar as mudas com sintomas de ataque de pragas e doenças e eliminar o fruto pequeno, frequente na base dos filhotes.

C – Cura. Consiste na exposição das mudas ao sol, com a base virada para cima, sobre as próprias plantas-mãe ou espalhando-as sobre o solo em local próximo ao do plantio, entretanto as mudas nunca devem ser amontoadas. Esta prática é recomendada visando acelerar a cicatrização da lesão oriunda da colheita, reduzir a população de cochonilhas e eliminar o excesso de umidade da muda.

D – Seleção. Nesta fase deve-se eliminar todas as mudas com sintomas de doenças, danos mecânicos e ataque de pragas. Deve-se ainda padronizar as mudas em função do tipo (filhotes e rebentões) e tamanho (30 a 40cm, 40 a 50 cm e maiores que 50cm).

E – Tratamento fitossanitário. Caso as mudas tenham alta infestação de cochonilhas estas devem ser mergulhadas em uma solução acaricida-inseticida (Paration metílico ou Etion) por 3 a 6 minutos. Após este período as mudas são esplalhadas e mantidas à sombra por 10 dias, quando é feita outra seleção às vésperas do plantio.

Plantio

Método de Plantio

O plantio pode ser feito em covas ou sulcos que devem ter entre 10 e 15 cm de profundidade. Não havendo sulcador, pode-se abrir as covas com enxada, pá de plantio tipo havaiano ou com coveadeira (mecanizada).

Disposição das covas ou sulcos

O plantio das mudas pode ser feito em filas simples ou duplas; dar preferência ao sistema de fileiras duplas. Em terrenos com declive, dispor as covas ou sulcos em curva de nível.

Plantio

Após a abertura das covas ou sulcos, faz-se a distribuição das mudas. Nesta ocasião, o plantio deve ser realizado por quadras, separando-se as mudas por tamanho e tipo, tomando-se o cuidado de evitar que caia terra no “olho” da planta.

 

Espaçamento e Densidade


A distância entre as plantas pode variar de acordo com a variedade, o destino da produção, o nível de mecanização e outros fatores. Sendo que, os plantios mais adensados tendem a proporcionar maiores produções por área e menor tamanho de frutos

Tabela 2. Espaçamentos recomendados para a cultura do abacaxizeiro

 

Tipo de plantio

 

 

Distância entre filas e plantas (m)

 

 

Plantas/ha

 

 

Filas simples

 

 

0,90 x 0,30

 

 

37.000

 

 

0,80 x 0,30

 

 

41.600

 

 

Filas duplas

 

 

0,90 x 0,40 x 0,40

 

 

38.460

 

 

0,90 x 0,40 x 0,35

 

 

43.950

 

 

0,90 x 0,40 x 0,30

 

 

51.280

 

 

 

Adubação


A adubação deve ser realizada de acordo com a análise do solo (Tabela 2). Entretanto, para solos com baixa fertilidade, recomenda-se ainda a aplicação de 10 t/ha de esterco de gado curtido no sulco de plantio. Os adubos devem ser aplicados no solo (junto às plantas) ou nas axilas das folhas basais. Evitar que o adubo caia no olho da planta. Em solos pobres recomenda-se ainda aplicar na 1ª adubação 3 kg de sulfato de cobre, 3 kg de sulfato de zinco, e 5 kg de sulfato de ferro, repetir a mesma quantidade na 2ª adubação, aplicar na 3ª adubação 4 kg de bórax.

Tabela 3. Recomendação de adubação de cobertura do abacaxizeiro, com base no resultado da análise do solo

 

Nutriente

 

 

 

Tempo após o plantio

 

 

1º ao 2º mês

 

 

5º ao 6º mês

 

 

8º ao 9º mês

 

 

N (kg/ha)

 

 

 

Nitrogênio

 

 

80

 

 

110

 

 

130

 

 

P2O5 (kg/ha)

 

 

 

Fósforo no solo (mehlich) mg P/dm³

 

 

     

Até 5

 

 

80

 

 

   

6 a 10

 

 

60

 

 

   

11 a 15

 

 

40

 

 

   

K2O (kg/ha)

 

 

 

Potássio no solo (Mehlich) mg K/dm³

 

 

     

Até 30

 

 

120

 

 

160

 

 

200

 

 

31-60

 

 

80

 

 

110

 

 

130

 

 

61-90

 

 

60

 

 

80

 

 

100

 

 

 

Consorciação de Culturas

 
O abacaxi pode ser consorciado com feijão, amendoim, girassol, melancia, quiabo, repolho, tomate e outras culturas de ciclo curto, que são plantadas nas entrelinhas e na mesma época da cultura do abacaxi. Deve-se evitar o consórcio do abacaxi com milho que é hospedeiro da gomose ou fusariose. O consórcio deve restringir-se aos primeiros seis meses do ciclo do abacaxi. A cultura também é utilizada em consórcio com outras frutíferas de ciclo mais longo como em citros, guaraná, coco, entre outras. O consorciamento é uma prática viável, que permite a redução nos custos de implantação da cultura.

 
Floração Natural X Indução Artificial

O florescimento natural do abacaxizeiro é bastante desuniforme, trazendo prejuízos ao produtor, pois, dificulta os tratos culturais e a colheita, inviabilizando a exploração da soca (segundo ciclo) e afetando a comercialização do produto, devido à redução do tamanho médio dos frutos. A floração natural é muito influenciada por condições climáticas, não existindo ainda, medidas de controle eficientes. Entretanto, recomenda-se alguns cuidados: evitar que as plantas atinjam porte elevado ou idade avançada; evitar plantios no período de outubro a dezembro, o que é muito comum em regiões com chuvas de verão (Cerrado); evitar a utilização de mudas velhas para os plantios, fazer uso adequado de irrigação e adubação; e evitar que produtos à base de etefon usados na fase de pré-colheita atinjam as mudas do tipo filhote.

Para antecipar e, principalmente, homogeneizar a época de florescimento e colheita do abacaxizeiro, necessário se faz a indução artificial da floração. Esta prática consiste-se da aplicação de produtos indutores na roseta foliar (olho da planta) ou da sua pulverização sobre a planta.

A época mais adequada para a indução, depende de vários fatores, principalmente do planejamento da data de colheita, uma vez que, após 5 a 6 meses depois da indução os frutos estão aptos para a colheita. Em geral, recomenda-se que a indução seja feita em plantas de 8 a 12 meses de idade.

Os indutores mais usados são o carbureto de cálcio e os produtos a base de etefon (ethrel, arvest ou similar). O carbureto é usado na roseta foliar, na forma sólida (0,5 a 1,0g/ planta) ou líquida (30 a 50 ml/planta). Recomenda-se a forma sólida em épocas chuvosas ou plantios irrigados. A solução é preparada usando-se 345 g do produto em 100 litros de água. O etefon deve ser aplicado no olho da planta usando-se 50ml/planta, ou em pulverização total da planta, sendo que sua eficiência é aumentada com a adição de uréia a 2% do produto comercial.

A eficiência no processo de indução é aumentada executando-se a prática à noite ou nas horas mais frescas do dia, de preferência em dias nublados.
 

Controle de Pragas e Doenças


As pragas mais comuns são a broca do fruto (Thecla basalides) e a cochonilha (Dysmicoccus brevipes), esta última causadora da “murcha do abacaxi”.

A broca do fruto é a larva de uma pequena borboleta que ataca a inflorescência, cavando galerias e provocando o aparecimento de uma substância com aspecto de goma. O tratamento pode ser feito com carbaril; paration metílico, diazinon, triclorfon ou fenitrotion. A aplicação de inseticidas deve ser realizadas em 4 vezes, em intervalos regulares, sendo a primeira aplicação após a emergência da inflorescência. Não esquecer de observar o período de carência do produto.

A cochonilha é um inseto pequeno, sem asas, que se apresenta coberto por uma espécie de farinha branca. Este inseto além de debilitar a planta pela sua ação sugadora transmite o agente causal da doença murcha do abacaxi. O controle é feito eliminado-se os restos culturais da safra anterior, com o uso de mudas de boa qualidade e se necessário, tratando-se as mudas com inseticida. O controle químico nas plantas pode ser feito utilizando-se os inseticidas paration metílico, diazinon ou vamidotion, de forma preventiva aos 60, 150 e 240 dias após o plantio. Recomenda-se também realizar o controle das formigas doceiras que ajudam na disseminação da cochonilha, realizando um bom preparo do solo e usando o inseticida paration metílico.

Controle de Doenças

A fusariose do abacaxizeiro(Fusarium subglutinans) é a doença que mais causa danos à cultura. O principal sintoma é a exsudação de goma a partir da região afetada. Para o seu controle deve-se eliminar os restos culturais da safra anterior (incorporação no solo ou queima); utilizar mudas sadias; durante o cultivo, identificar plantas doentes e eliminá-las; pulverizar as inflorescências desde o seu aparecimento no olho da planta até o fechamento das últimas flores com o fungicida Benlate 500 (30g/20l de água) a intervalos de sete a 10 dias.

A podridão negra (Chalara paradoxa (De Seynes) Von Hohnel) é uma doença de pós-colheita. O sintoma característico é o apodrecimento da polpa. Para o seu controle deve-se colher os frutos com uma parte do pedúnculo (aproximadamente 2 cm); evitar ferimentos na superfície dos frutos; e se houver, proteger o ferimento resultante do corte na colheita com fungicidas (Triadimefon, Benomyl ou Captan), pincelando o pedúnculo do furto com o produto, não esquecer de verificar o período de carência; e eliminar restos culturais nas proximidades das áreas onde os frutos são processados.

Controle de Plantas Daninhas

As plantas daninhas devem ser controladas com capinas manuais (enxada), roçadeiras manuais, cultivos à tração animal, uso de cobertura morta e herbicidas recomendados para a cultura, à base de diuron, bromacil, simazina ou ametrina, aplicados, de preferência, em pré-emergência das plantas daninhas. O uso de herbicidas reduz a mão-de-obra e é o método mais eficiente. Em áreas infestadas por plantas daninhas de difícil controle (tiririca, capim sapé, grama-seda etc) recomenda-se a aplicação de herbicidas à base de glifosate. A cultura deve ser mantida livre de plantas daninhas pelo menos até a indução floral.
 

Irrigação


O abacaxizeiro embora tolerante à falta de água, apresenta em períodos de escassez de água acentuada redução de seu desenvolvimento vegetativo. Um déficit hídrico durante a frutificação compromete o peso dos frutos. A quantidade de água necessária para a cultura é de 60 a 150 mm/mês. Quando tal situação não é alcançada recomenda-se a irrigação. Os métodos de irrigação mais usados são os de aspersão, pivô central e autopropelido. Micro aspersão e gotejamento podem também ser usados. Em algumas regiões do estado de Rondônia se utiliza irrigação por aspersão convencional.

 
Colheita e pós-colheita


As atividades de colheita compreendem os cuidados na fase imediatamente anterior a colheita (pré colheita), determinação do ponto de colheita, decisão de colheita e transporte do campo até o galpão pós-colheita (local destinado à seleção, tratamento e acondicionamento para encaminhar para a comercialização).

Determinação do ponto de colheita
O abacaxi não amadurece após a colheita, sendo portando necessário sua colheita após seu completo desenvolvimento fisiológico. A concentração de açúcares deve ser medida com um refratômetro e deve ser maior que 19° Brix no verão e 14,5° Brix no inverno. Os frutos devem ser colhidos em estádios de maturação diferentes, de acordo com o seu destino e a distância do mercado consumidor.

Indústria – Deve ser colhido maduro (casca mais amarela que verde);

Mercado “in natura” e mercados distantes – Devem ser colhidos “de vez”, quando surgem os primeiros sinais de amarelecimento da casca;

Mercado “in natura” e mercados locais – Frutos com até a metade da casca amarela.

Entretanto, alguns fatores também devem ser levados em consideração, para se definir o ponto de colheita com base na coloração da casca do fruto:

Quanto maior o fruto menos a casca se descolore, ou seja frutos grandes com coloração amarela apenas na base pode estar mais maduro do que um fruto pequeno com toda a casca amarela;
Em períodos frios e secos os frutos se colorem mais do que naqueles quentes e úmidos. Ou seja frutos colhidos no inverno devem ser colhidos com a coloração da casca mais amarela do que os frutos colhidos no verão;
Adubações ricas em potássio e pobres em nitrogênio favorecem a coloração da casca e com adubações pobres em potássio e ricas em nitrogênio ocorre o contrário;
Variedades, frutos da variedade Smooth Cayenne colorem-se menos do que os da variedade Pérola;
Para uniformizar a coloração da casca , usar em frutos maduros com casca apresentando início de amarelecimento produtos à base de etefon. Para isso, utiliza-se de 1ml a 2 ml do produto comercial (24% de etefon) por litro de água. Na cultivar Smooth Cayenne, este tratamento pode ser realizado através de pulverização, 4 a 7 dias antes da colheita. Na cultivar Pérola, o mais indicado é a utilização da imersão, sem atingir a coroa.

Colheita
A colheita pode ser feita com o auxílio de um facão, com o colhedor utilizando luva grossa para proteger as mãos. Não colher frutos verdes, pois, eles não amadurecem após colhidos. O operário segura o fruto pela coroa e corta o pedúnculo 3 a 5 centímetros abaixo da base do fruto. Os frutos colhidos são entregues a outros operários que os transportam em cestos, balaios, caixas ou carrinhos de mão, até o caminhão ou carreta. Os frutos devem ser colhidos e transportados com o máximo cuidado possível para evitar danos mecânicos e redução na qualidade do produto. A grande maioria dos frutos é utilizada para o consumo “in natura”, entretanto, existe uma agroindústria em Pimenta Bueno-RO, que vem comprando frutos dos produtores para industrialização dos frutos.

Classificação dos frutos
Em geral, os frutos colhidos são acondicionados, no campo, em caminhões e transportados diretamente para a comercialização.

Entretanto, as exigências por qualidade têm crescido muito, neste sentido deve-se seguir as seguintes recomendações:

Após a colheita dos frutos, estes devem ser levados para um barracão, chegando lá, as frutas devem sofrer um acabamento para que sua aparência seja melhorada e para que o ataque por patógenos seja diminuído. Por isso, os abacaxis têm o tamanho do seu pedúnculo reduzido de 5-6cm para 2-3cm e a superfície do corte tratada com desinfetante para prevenir contra o ataque de fungos e bolores com uma solução de benomyl a 4.000 ppm, para evitar a podridão negra. A coroa pode ou não ser retirada, mas se a preferência for por eliminá-la, também deve ser realizado um tratamento desinfetante na inserção. Os frutos deverão ser submetidos a uma seleção, eliminado-se aqueles com defeitos. Aqueles que não apresentarem defeitos devem ser classificados por tamanho e se possível por maturação. Na separação por tamanho pode se dividir os frutos em pequenos, médios e grandes. Quanto à maturação, os frutos podem ser divididos em 1/3 maduros, ½ maduros e totalmente maduros. Após isto os frutos estão prontos para serem embalados e transportados para os locais de distribuição. Em Rondônia os frutos são classificados em Primeira (peso superior a 1,5 kg) e Segunda (peso inferior a 1,5 kg).

Embalagem
As embalagens quando apropriadas, ajudam a manter a qualidade dos frutos durante o transporte e a comercialização, além de melhorar a apresentação do produto. Assim, depois de corretamente selecionadas, as frutas passam para a etapa de embalagem, que pode ser feita em caixas de madeira (só aceitas no mercado nacional) e caixas de papelão. No Brasil ainda é comumente utilizado o transporte a granel, isto é, sem qualquer tipo de embalagem, fato esse que não é recomendado devido às grandes perdas que acontecem.

As frutas, a serem embaladas, são dispostas verticalmente nas caixas de papelão e separadas umas das outras por folhas também de papelão para evitar o atrito entre as mesmas. O fundo dessas caixas são forrados com mais uma camada de papelão e suas laterais possuem orifícios por onde ocorre a entrada e saída de ar necessários para manter a fruta em boas condições. A capacidade das caixas varia de acordo com o tamanho das frutas e comporta em média 6, 12 ou 20 delas, dependendo do tamanho da caixa.

Rotulagem
A rotulagem da embalagem é importante, pois ajuda a identificar o produto, facilitando o manuseio pelos recebedores.

Armazenamento
As caixas com as frutas devem ser armazenadas a uma temperatura constante, que não pode ser menor que 7°C, pois podem ocorrer injúrias na casca das frutas causadas pelo frio excessivo (chilling), nem superior a 10°C, já que acima desta temperatura a susceptibilidade ao ataque de fungos é aumentada.

A umidade relativa do ar deve estar em torno de 90%. Sob estas condições é possível conservar as frutas por até quatro semanas.

Transporte
O transporte do abacaxi, geralmente, é feito em caminhões não refrigerados, a granel. Para não causar injúrias aos frutos, estes devem ser acolchoados. Na cultivar Pérola pode-se usar os próprios filhotes, e no caso da Smooth Cayenne, que não tem filhotes, deve-se utilizar capim. Os frutos devem ser colocados em camadas alternadas e deve-se cobrir o caminhão com uma lona, para evitar injúrias causadas pelo vento. Se o destino das frutas for um local distante do local de produção, o transporte deve ser feito em caminhões refrigerados. Porém, se não for possível transportar a carga a longas distâncias neste tipo de caminhão, pode-se realizar o transporte à temperatura ambiente, porém à noite, sempre cobrindo a carga com uma lona.
 

Manejo da Soca (segundo ciclo)


Considera-se como segunda colheita a produção obtida de brotações da planta-mãe, após a retirada do primeiro fruto. Em plantios bem conduzidos, com bom estado fitossanitário, pode-se colher uma 2ª safra (soca) desde que, as brotações recebam alguns tratos culturais necessários ao seu desenvolvimento, como: controle de plantas daninhas, adubação (metade da recomendada no 1º ciclo) aplicadas em duas vezes, indução floral entre 6 a 8 meses após a primeira colheita e controle fitossanitário. 

Comercialização


Para facilitar a comercialização dos frutos e obter preços mais compensadores para o mercado in natura, recomenda-se:

Peso mínimo de 1,1 kg no período de safra e de 800 g na entressafra;
Frutos isentos de machucados;
Estágio de maturação, que deve variar com a distância do mercado consumidor.
Análise de sazonalidade de preços nas principais Ceasas do Brasil indicam que o período de diminuição de oferta e consequente melhora nos preços ocorre nos meses de fevereiro a maio. Nos meses de junho a outubro tem-se os preços médios e nos meses de novembro a janeiro temos os preços mais baixos da fruta. A comercialização das frutas em Rondônia é feita nos supermercados, feiras, e em caminhões dos próprios produtores, no Estado e existe alguns produtores que vendem a fruta para a Bolívia.

 

COEFICIENTES TÉCNICOS PARA IMPLANTAÇÃO DE UM Ha DE ABACAXI

Discriminação

 

 

 

Unidade

 

 

 

Quantidade

 

 

 

INSUMOS

 

 

 

Mudas

Esterco de gado

Calcário

Sulfato de amônio

Superfosfato simples

Cloreto de potássio

Adubo foliar

Inseticida

Formicida

Fungicida

Espalhante adesivo

Herbicida

Carbureto de cálcio

 

 

un

t

kg

kg

kg

kg/l

kg/l

kg

kg/l

l

kg/l

kg

 

 

30.000

10

2

1.500

750

750

10

10

3

5

1

3

60

 

 

SERVIÇOS

 

 

 

Limpeza

Derrubada (motoserra)

Queima

Encoivaramento

Retirada de piquetes

Piquetemento/balizamento

Distribuição de calcário

Conservação do solo

Aração e gradagem

Marcação de carreador

Sulcamento

Seleção e tratamento de mudas

Adubação/plantio

Adubação de cobertura

Aplicação de herbicidas

Capina manual

Controle de formiga

Tratamento Fitossanitário

Aplicação de carbureto

Colheita

 

 

d/h

d/h

d/h

d/h

d/h

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d/h

d/h

d/h

h/m

d/h

d/h

d/h

d/h

d/h

d/h

d/h

d/h

d/h

 

 

12

2

1

20

2

3

1

2

5

1

3

12

12

9

3

12

1

9

4

20

 

 

 

Referências
ALVES, A.A.; MATOS, A.P.; REINHARDT, D.H.; CUNHA, G.A.P.; SILVEIRA, J.R.; ALCÂNTARA, J.P.; CABRAL, J.R.S.; SOUZA, L.F.S.; SILVA, N.M.; SANCHES, N.F.; ALMEIDA, O.A.; ANDRADE, R.L.L.; Recomendações técnicas para a cultura do abacaxi na região de Itaberaba, em condições de sequeiro. Empresa Baiana de desenvolvimento agrícola S.A., EBDA, 1998. 8p. (Comunicado Técnico, 19).

BARREIRO NETO, M.; SANTOS, E.S. Abacaxicultura: contribuição tecnológica. João Pessoa: EMEPA-PB, 1999. 96p. (EMEPA-PB. Documentos, 26).

CUNHA, G.A.P.; CABRAL, J.R.S.; SOUZA, L.F.S.; O Abacaxizeiro. Cultivo, agroindústria e economia. Embrapa Mandioca e Fruticultura (Cruz das Almas, BA). Brasília: Embrapa Comunicação para Transferência de Tecnologia, 1999. 480p.

GONÇALVES, N. B. Org. Abacaxi Pós-colheita. Embrapa Agroindústria de alimentos – Brasília: Embrapa Comunicação para Transferência de Tecnologia, Brasília, DF, 2000. 45 p.

GORGATTI NETTO, A.; CARVALHO, V. D.; BOTREL, N.; BLEINROTH, E.W.; MATALLO, M.; GARCIA, A. E.; ARDITO, E. F. G.; GARCIA, E. E. C. ; BORDIN, M. R. B. Abacaxi para exportação: procedimentos de colheita e pós-colheita. Embrapa, SPI, Brasília, DF, 1996. 41 p.

MATOS, A.P. Org. Abacaxi Fitossanidade. Embrapa Mandioca e Fruticultura – Brasília: Embrapa Comunicação para Transferência de Tecnologia, Brasília, DF, 2000. 77 p.

Ministério da Agricultura, Anuário Brasileiro da Fruticultura. 2002. 176p.

Novas variedades brasileiras de frutas. – Jaboticabal: Sociedade Brasileira de Fruticultura, 2000. 205p.

REINHARDT, D.H.; SOUZA, L.F. DA S.; CABRAL, J.R.S. Abacaxi. Produção: aspectos técnicos. Embrapa Mandioca e Fruticultura (Cruz das Almas, BA). Brasília: Embrapa Comunicação para Transferência de Tecnologia, 2000. 77p. (Frutas do Brasil; 7).

SÁ, L.F. Cultura do abacaxi. Goiânia, Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural, EMATER-GO, 1994. 18p. (BOLETIM TÉCNICO, 1).

 
Autores


Adriano Stephan Nascente
Engenheiro Agrônomo M.Sc., Embrapa Rondônia, Caixa Postal 406, Porto Velho, Rondônia. CEP 78.900.970. Telefone: 69 222 0014.

E-mail: nascente@cpafro.embrapa.br

 

Rogério Sebastião Corrêa da Costa

Engenheiro Agrônomo M.Sc., Embrapa Rondônia, Caixa Postal 406, Porto Velho, Rondônia. CEP 78.900.970. Telefone: 69 222 0014.

E-mail: rogerio@cpafro.embrapa.br

 

José Nilton Medeiros Costa

Engenheiro Agrônomo M.Sc., Embrapa Rondônia, Caixa Postal 406, Porto Velho, Rondônia. CEP 78.900.970. Telefone: 69 222 0014.

E-mail: jnilton@cpafro.embrapa.br

 

Fonte: Embrapa Rondônia – http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Abacaxi/CultivodoAbacaxiRO/index.htm

 

 

3 Comentários

  1. WESTON MACEDO says:

    ADOREI ESSA MATÉRIA, POIS, AQIU NO MUNICÍPIO DE UMBURANAS/BAHIA, ESTAMOS CULTIVANDO HÁ DEZ ANOS SEM NENHUM CRITÉIO TÉCNICO.
    A PARTIR DE 2010, ESTAMOS SENDO OBSERVADOS PELA EMBRAPA, ADAB, EBDA, E ESSA MATÉRIA É MUITO IMPORTANTE PARA OS AGRICULTORES QUE PRODUZEM ABACAXI.
    IREI RECOMENDAR …

  2. WESTON MACEDO says:

    ADOREI ESSA MATÉRIA, POIS, AQUI NO MUNICÍPIO DE UMBURANAS/BAHIA, ESTAMOS CULTIVANDO HÁ DEZ ANOS SEM NENHUM CRITÉRIO TÉCNICO.
    A PARTIR DE 2010, ESTAMOS SENDO OBSERVADOS PELA EMBRAPA, ADAB, EBDA, E ESSA MATÉRIA É MUITO IMPORTANTE PARA OS AGRICULTORES QUE PRODUZEM ABACAXI.
    IREMOS RECOMENDAR …

  3. Ronaldo de Souza Oliveira says:

    como poss obeter as mudas, eu estou em Santa Maria da Vitoria Ba por que eu pensso em plantar abacaxi. meu terreno e uma parte plana é autra não mas oclima daminha rejião sem umida chove apena 6 mes no ano posso plantar ou não…!!!!!!!!!!!!!